Trata-se de uma viagem Gessingeriana pela minha Infinita Highway, em outras palavras, a compreensão dos textos gessingerianos à luz do meu humilde entendimento. Digo isto porque, a devida interpretação somente o compositor poderia fazê-lo.
Sempre gostei das letras do Gessinger, porque em sua maioria traduzem minha condição ôntica de ser-no-mundo, fazendo com que que cada letrinha de algumas letras encontrem eco na minha subjetividade (mesmo que com sentido diverso do que que ele propôs).
Algumas letras são claras críticas ao sistema capitalista , à sociedade de consumo (3ª do Plural)
Eles querem te vender, eles querem te comprar
Querem te matar de rir, querem te fazer chorar
Quem são eles? ]
Quem eles pensam que são? 4x
e à indústria midiática (O papa é Pop).
Todo mundo tá relendo o que nunca foi lido
Todo mundo tá comprando os mais vendidos
Qualquer nota, qualquer notícia
Páginas em branco, fotos colorida
Qualquer nova, qualquer notícia
Qualquer coisa que se
mova é um alvo
E ninguém tá salvo
Não precisa muito para juntar 2+2 e saber que o resultado é 4.
Quando o compositor aponta que " eles querem te vender, eles querem te comprar" está (no meu entendimento) fazendo alusões ao barões da moda, à classe dominante que determina o que será usado, comprado, descartado, etc.. são os formadores de tendências, de opiniões que ninguém questiona.
mais adiante, na mesma letra ele fala sobre "obsolescência programada", referindo-se, creio eu aos equipamentos tecnológicos que ficam obsoletos assim que saem da loja.
Sobre a Indústria midiática em "o Papa é Pop", o compositor começa apontando " o que nunca foi lido". Eu interpreto essa passagem como aquilo que é meramente folheado, que não é absorvido pois não tem conteúdo suficiente para que seja realmente lido e entendido; é aquilo que não acrescenta nada. as "páginas em branco, fotos coloridas" é uma confirmação do que eu disse antes: páginas em branco são aquelas onde não há nada escrito, apenas imagens coloridas que tem a missão de transmitir uma mensagem com o auxílio dos recursos fotográficos, porém vazias de conteúdo.
Hora do Mergulho
feche a porta, esqueça o barulho
feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho
eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo
super-homem não supera a superfície
nós mortais viemos do fundo
eu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo
eu quero paz:
uma trégua do lilás-neon-Las Vegas
profundidade: 20.000 léguas
"se queres paz, te prepara para a guerra"
"se não queres nada, descansa em paz"
"luz" - pediu o poeta
(últimas palavras, lucidez completa)
depois: silêncio
esqueça a luz... respire o fundo
eu sou um déspota esclarecidonessa escura e profunda mediocracia
Essa letra em especial me remete à condição de quem reflete, de quem mergulha dentro de si mesmo, em silêncio, em busca de respostas para sua condição ôntica de ser no mundo, afinal " o poço não é tão fundo", que eu entendo como " não é tão difícil encontrar respostas dentro de si mesmo. Eu tb eu quero paz: uma trégua do lilás-neon-Las Vegas, uma trégua desse mundo agitado da vida urbana que não nos deixa espaço para sermos nós mesmos. Vivemos a todo instante com máscaras pregadas no rosto, máscaras que a sociedade nos impõe, exigem que a usemos.
o déspota esclarecido era uma figura comum no renascimento, sobretudo no leste europeu. Trata-se daqueles governantes que
Sem abandonar o poder absoluto, procuraram governar conforme a razão e os interesses do povo. Esta aliança de princípios filosóficos e poder monárquico deu origem ao regime de governo típico do século XVIII, o despotismo esclarecido. Seus representantes mais destacados foram Frederico II da Prússia; Catarina II da Rússia; José II da Áustria; Pombal, ministro português; e Aranda, ministro da Espanha. (fonte:
"
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Somos quem podemos ser.
m dia me disseram
que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
que os ventos as vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
como um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para o coração
A vida imita o vídeo
garotos inventam um novo inglês
vivendo num país sedento
num momento de embriaguez
Somos que podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
E tudo ficou tão claro
o que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia um dia comum
A vida imita o vídeo
garotos inventam um novo inglês
vivendo num país sedento
num momento de embriaguez
Somos que podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
que as nuvens não eram de algodão
um dia me disseram
que os ventos as vezes erram a direção
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos que podemos ser
Sonhos que podemos ter
que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
que os ventos as vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
como um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para o coração
A vida imita o vídeo
garotos inventam um novo inglês
vivendo num país sedento
num momento de embriaguez
Somos que podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
E tudo ficou tão claro
o que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia um dia comum
A vida imita o vídeo
garotos inventam um novo inglês
vivendo num país sedento
num momento de embriaguez
Somos que podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
que as nuvens não eram de algodão
um dia me disseram
que os ventos as vezes erram a direção
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos que podemos ser
Sonhos que podemos ter
Se alguém aqui já passou pela experiência (dolorosa) de sair da "caverna de Platão" vai entender o que eu senti quando eu precisei rever alguns conceitos bastante arraigados. Essa letra serviu-me de hino da mudança. Não sei se eu mudei meus pensamentos numa direção melhor ou pior, mas o fato é que eu mudei de forma lenta, gradual e definitiva.. e continuo mudando a cada minuto.
Quando eu percebi que " as nuvens não eram de algodão" tive que reformular muita cosa, inclusive meu conceito de identidade. Pra não ser mal interpretada, neste ponto estou falando sobre religião, mas essa conversa fica pra outra ocasião, até porque Gessinger não teve nada a ver com isso...mas o fato é que na minha mente:
E tudo ficou tão claro
o que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia um dia comum
o que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia um dia comum
(continua no próximo post)
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