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segunda-feira, 3 de março de 2014

A dificuldade de relacionamento

Por que algumas pessoas apresentam mais dificuldade em se relacionar que as outras? Aquilo que para alguns é tão natural, para outras é um pesadelo.


O tema não é fácil e abre diversas possibilidades de entendimento. A proposta aqui não é esgotar o assunto, mas ao contrário, buscar novas formas de entendimento.



Alguns indivíduos preferem abster-se do convívio social, isolando-se ou buscando apenas relacionamento na internet, onde não precisam se expor com totalidade, podendo "deletar os indesejáveis" quando bem entender.
A dificuldade de relacionamento pode ser entendida de várias formas:
Dificuldades específicas:

  • Contextuais=> na hora de namorar, paquerar, falar em público;
  • Operacionais => dificuldades em se relacionar somente no ambiente de trabalho, escolar ou religioso;
  • Familiares => dificuldades em manter relações de qualidade somente no âmbito familiar Gerais => surgem em vários contextos ao mesmo tempo.
  • Aspectos sócio-históricos => variáveis sócio-históricas-culturais que influenciam as negativamente as relações.
  • Dentre outras ...


Não vamos considerar como dificuldade o simples fato de um indivíduo se desentender somente com uma ou duas pessoas. Isto pode ser uma questão de ajuste na relação e é assunto pra outro tópico. Nosso foco aqui são as dificuldades que trazem limitações e prejuízos sociais, afetivos e financeiros.


1.Dificuldades contextuais


Se um indivíduo apresenta dificuldades no momento de estabelecer contato ou aproximações, mas não em outros contextos, pode significar apenas uma forma leve de timidez se não houver prejuízos. Entretanto, se esta limitação impossibilita vivenciar situações gratificantes, é importante verificar quais são os aspectos da história do indivíduo que determinaram este comportamento de esquiva.


O conceito que o tímido faz em relação a si mesmo geralmente é negativo-catastrófico, o que gera sentimento de rejeição e baixa autoestima. É comum ouvi-lo dizer:


“Não tenho assunto”;“Sou feio(a)”;“Não sou inteligente”;“Sou rejeitado”;


Sua visão de mundo é catastrófica: acredita que as coisas boas só acontecem aos outros, menos com ele. Não funciona muito exigir que se “solte mais”. Ele sabe disso melhor que qualquer um. Apenas não sabe exatamente como fazer isso.


Dificuldade nos relacionamentos afetivos: Alguns indivíduos se queixam da dificuldade em encontrar o “par perfeito”, a “alma gêmea”, etc, e nesta busca enveredam por mil caminhos diferentes, percorrendo caminhos tortuosos.


Não é uma busca fácil, porque a dificuldade não reside na busca especificamente, mas no ajustar-se ao outro. Algumas pessoas querem um parceiro prontinho, perfeitinho e de preferência embalado para presente.


Considerando que as relações se estabelecem em função das gratificações que proporcionam, é natural que os indivíduos busquem se relacionar com pessoas que possam “preencher” suas necessidades mais elementares de afeto.


Abreu (2005) informa que a vinculação entre casais apresenta semelhanças com a vinculação infantil, salientando que:


a) da mesma forma que a criança, o adulto tende procurar seu parceiro nos momentos de grande ansiedade;


b) a imagem de seu cônjuge é associada à conforto e segurança (base segura);


c) a separação gera ansiedade, tanto na criança que se separa dos cuidadores, quanto no adulto que se separa do seu par. (p.149)


Naturalmente esta categorização é aproximada, pois é comum observar algumas crianças que tiveram uma infância dramática tornarem-se adultos confiantes e vice-versa.

Levine e Heller (2013) apontam que existem dois tipos de apego, os ansiosos e evitativos:


Os tipos ansiosos geralmente exigem atenção e demonstração de afeto, a fim de que conseguirem a confirmação que são realmente amados. Entendem que uma relação seja como uma fogueira que deve ser cuidada para que não se extinga. Para quem se relaciona com indivíduos que se aproximam deste padrão de apego, os autores (op. cit.) sugerem que ofereçam a eles a base segura que lhes falta.


Porém isto nem sempre é fácil. Oferecer segurança a quem não adquiriu ao longo do desenvolvimento pode ser uma tarefa dolorosa, pois requer muita sabedoria. É necessário que haja um diálogo claro, onde as pessoas busquem conhecer suas necessidades afetivas e consigam equilibrar os ganhos e as perdas, evitando invasão. Nestes casos é fundamental que haja uma real compreensão dos motivos que levam um indivíduo a demonstrar ansiedade diante de eventos corriqueiros.


Os evitativos são o extremo oposto: querem garantir sua independência a qualquer custo. Segundo Levine e Heller (2013) isto não significa que eles não amem seu parceiro, apenas que precisam manter seu espaço preservado. Tais indivíduos geralmente não costumam partilhar seu afeto além daquilo que julgam adequando, pois temem que serão invadidos e terão sua individualidade comprometida. A melhor forma de se relacionar com estes indivíduos é oferecendo a eles o espaço necessário para viverem de forma autêntica.


Mas isto também não é fácil! Afinal que se relaciona geralmente deseja compartilhar vivências e afetos. É importante que haja paciência e compreensão, para negociar com o parceiro evitante o espaço necessário para o relacionamento. Convém não forçá-lo a estabelecer relações mais íntimas do que podem oferecer, uma vez que esta atitude evitativa possivelmente foi adquirida ao longo do desenvolvimento. Por isso “forçar a barra” só vai fazer com que ele se afaste ainda mais.


No entanto, a sugestão que se faz para quem está com dificuldades de se relacionar com o ansioso ou com o evitante é que verifique prioritariamente as próprias necessidades afetivas e a disposição em negociar com pessoas diferentes e pouco dispostas a mudar. Se o relacionamento for gratificante, convém buscar apoio terapêutico para mediar os conflitos e ajustar as necessidades.
Apesar das diferenças pessoais, um relacionamento afetivo dar certo, mas é necessário que os pares se apropriem das suas diferenças, sem negá-las, assumindo defeitos e qualidades e mantendo sempre um diálogo aberto.

2.Dificuldades operacionais
São aquelas dificuldades que surgem quando o indivíduo não consegue, por exemplo, trabalhar em grupo, mas consegue se reunir com o mesmo grupo para uma comemoração.


Isto pode estar relacionado ao perfeccionismo, ou falta de confiança básica no outro.


3.Dificuldades familiares
Alguns indivíduos se relacionam muito bem com os amigos, vizinhos, até mesmo com os estranhos, mas por algum motivo apresentam dificuldades de se relacionar com os familiares. Este tipo de dificuldade é muito comum.


Isto pode ocorrer em função dos diferentes interesses dos familiares e das diferentes limitações que o contexto familiar impõe, em função dos hábitos adquiridos ao longo do tempo.


Aqui não há alternativa: todos devem se ajustar às diferentes demandas, respeitando os limites do outro. É fundamental que a comunicação seja clara.

4. Dificuldades gerais
Em alguns casos, a história de vida de alguns indivíduos aponta para ocorrências limitadoras durante a infância ou adolescência, levando-os a se sentirem "inferiores", ou "superiores" aos demais. Isto pode colaborar para que alguns indivíduos acumulem pequenas dificuldades para se relacionar e num dado momento percebem que não conseguem mais se relacionar de forma saudável em nenhum contexto.

Para modificar este quadro, é importante ressignificar a auto imagem, quebrar conceitos e preconceitos, desfazer ideias cristalizadas a respeito de si mesmo e do mundo, abrir-se ao outro, deixar de lado (na medida do possível) o medo da rejeição e o sentimento de superioridade, pois são barreiras que contribuem para o isolamento social, trazendo prejuízos em todas os contextos.


5. Variáveis sócio-históricas
Outro ponto importante a considerar é o momento histórico que atravessamos: somos ensinados (através da mídia, principalmente) a temer e desconfiar de todos.
Ensinaram-nos que:


  • O outro é um concorrente, não um semelhante; 
  • o outro é uma ameaça, não uma fonte de apoio;
  • o outro é diferente;
  • o outro é pior;
  • o outro é melhor;
  • o outro tem mais;
  • o outro tem menos;
  • etc.


Desta forma, vamos formando "classes" de pessoas com interesses parecidos.
Ok. Até aqui, nada demais.

É tendência do ser humano se relacionar com seus pares, ou seja, aqueles que têm interesses em comum. A dificuldade surge justamente quando precisamos nos relacionar com o diferente. Como deixar de lado as diferenças e estabelecer relações saudáveis, se não formos ensinados? Como deixar de temer o diferente? Como confiar no outro? Bem, são questões difíceis e exigem muita reflexão. 


No entanto, alguns pontos devem ser observados:


 1º Compreender o que é um relacionamento - Relacionamentos são vias de mão dupla. É preciso disposição para compreender e se adaptar ao outro.

 2º) Romper as barreiras - Passar em revista seus valores e verifique se não é você que está rejeitando o mundo a sua volta. Algumas pessoas tendem a eliminar certos relacionamentos por medo de ser "contaminados" pelas ideias alheia e desta forma, perdem a chance de conhecer pessoas maravilhosas e viverem bons momentos. Se este não é seu caso, ótimo. Se for, verifique o que é melhor: conviver com suas ideias cristalizadas e na solidão ou abrir mão delas e estabelecer relacionamentos saudáveis?

3º Estar disponível: Bons amigos ou parceiros afetivos não caem do céu. Estas relações precisam ser cultivadas. Por isso é importante sair do ostracismo e demonstrar desejo de proximidade por meio de atitudes simples.

Se você convive com pessoas que têm dificuldade de relacionamento, saiba que a solução não é forçar o indivíduo a se relacionar, ao contrário, devem-se buscar os reais motivos que conduziram este indivíduo a esta situação de isolamento, portanto cuidado para não invadir o espaço da pessoa ao tentar ajudar. Pode ser que ela não queira a sua ajuda. Se precisar, com certeza pedirá.
Seja lá qual for o motivo que leva o indivíduo a não se expor, só podemos considerar como problemático o comportamento de esquiva que tiver trazendo sofrimento para o indivíduo. Nestes casos, sugiro que busque por apoio terapêutico.




Referências
ABREU, C. N. de. Tipos de apego: Fundamentos, Pesquisa e Implicações Clínicas. São Paulo. Casa do Psicólogo, 2005.

LEVINE, A; HELLER, R.S.F. Apegados: um guia prático para estabelecer relacionamentos românticos e duradouros. Ribeirão preto. Ed. Novo Conceito: 2013.

36 comentários:

  1. Danilo (danilo_jays@hotmail.com)23 de março de 2010 16:13

    O texto resume imensamente o meu problema, a minha timidez foi resultado de uma adolecência infeliz e solitária. E agora estou tendo dificuldades de arrumar o meu primeiro emprego. E minha família não tem noção disso. Acham que tudo está bom e eu estou sadio ''aparentemente''.

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  2. Nunca se viveu numa época que parecer ser suprime o próprio ser. Tudo se resume na exterioridades, nada mais. Tanto isso é verdade que vemos os enganadores prosperarem e ludibriarem a própria justiça... Ninguém quer saber o motivo pelo qual sou tímido. Esse motivo, inclusive, incomoda aos demais, ninguém quer saber de gente triste ou melancólica. Mulher não gosta de homem sem graça e vice-versa. Todo mundo quer se aproximar de gente positiva, sortuda e rica, na busca de um pouco de um desses três.

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  3. acho q meu caso é diferente, nao q eu tenha dificuldade em me relacionar com as pessoas.. acho q meu grande defeito équerer agradar a todo mundo, e acabo de deparando com situaçoes daas quais nao consigo sair depois... sou grosso sim as vezes, mais nao por mal... falo besteiras por q falo oq penso e sinto...é tao complicado q prefiro nem tentar explicar.. sei q começo aos poucos querer mudar mais é dificil.. acho q preciso realmente de ajuda só nao sei a qm recorrer...

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    1. Rodolfo tbm estou passando por isso, tento agradar a todos ser boazinha e a fama q ganho é que sou fraca...

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  4. Tenho 13 anos e tenho uma dificuldade extrema em relacionamentos sociais, sou muito solitário, não gosto de gente que se acha, se mostra, fofoqueira e quer aparecer, tenho um colega assim e rezo para nao acabar com a raça dele, fora meu irmão, que além de mimado d+, gosta de se mostrar superior. Será que nimguém da minha idade tem o mesmo problema que eu? Tem alguem que eu realmente posso confiar, nem no meu próprio irmão? a resposta é: N Ã O! Detalhe: As garotas odeiam garotos assim e eu não acho justo, minha família inteira diz que eu me daria bem com uma garota... Papo furado...

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    1. tenho mesmo problema que você cara, e pois é garotas detestam garotos assim como eu, mi chamaram de antisocial já que todo mundo si relaciona melhor, meus amigos não são tímidos e eles arranjam namoradas si relacionam bem socialmente enquanto que algumas pessoas tem até medo de mim, tenho 13 anos e vim apelar para este site na internet á que com minha própria família não dá pra conversar pois não mi entendem, ninguém mi entende, agradeço a quem teve a atenção de ler até o final acho que algum de vcs mi entendem né??

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    2. Claro, Robson, aqui todos nós nos compreendemos, pois partilhamos a mesma dor.

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  5. me identifiquei muito com o texto,principalmente na questão da timidez.Me sinto muito incomodada com pessoas que se autoprestigiam,populares demais.me sinto minimizada,é como se eu fosse encolhendo,sabe?e me relacionar amorosamente sinto quase como uma barreira intransponível.sei que preciso de ajuda.só não sei onde começar a procurar.

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  6. Li Mais ou Menos os comentarios a cima a acho que tenho um pouquinho de cada um deles... Tenho 19 anos e sofro muiiiito com isso. minha Familia ñ sabe, na faculdade ñ tenho amigos, sempre tem algem me escluindo dos grutos, me ofendendo, sou MUITO TRISTE e acho que preciso de ajuda hurgente so ñ sei como ...
    =( ñ tenho amigos, ñ tenho namorado, efim ja nem sei mais o que fazer..

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    1. Angelica já pensou em procurar ajuda de psicólogo? Eu comecei a ir e está me ajudando muito...às vezes não sabemos como lidar com certas ocasiões e ajuda psicologica ajuda bastante para sabermos lidar com as situações do dia dia...Abraços

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  7. Gostei do texto isso ajuda muitas pessoas a levantarem o astral e seguir a vida mudando.

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  8. eu tambem sou muito timido em casa no serviço
    ja não sei mais onde recorrer tenho muita dificuldade de conversar com mulheres ate mesmo quando estou em lugares publicos que tem muito movimento de pessoas eu começo a tremer a mão e ficar muito ancioso quando alguma mulher olha para min querendo falar comigo eu fica muito timido e começo a gaguejar acho que presiso de ajuda tenho 22 anos meu nome e antonio

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. eu tenho muita dificuldade em me relacionar em relação somente em :namoro! tenho muitos amigos, sou engraçada e passo uma imagem feliz, ninguém percebe minha dificuldade, tenho 19 anos nunca nem beijei ninguém, por que eu tenho muita dificuldade; não gosto muito de olhar no olho e nem gosto de toques de gestos de amor de nada! as vezes acho q nunca vou arrumar um namorado; tem dia q me acho bonita e mesmo com confiança mesmo assim, consigo fugir de elogios e bloqueio qualquer tentativa de aproximação! se alguém souber o q fazer me ajude por favor!

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    1. Nossa o mais incrível de tudo isso é a variedade de comportamentos existentes, cada ser humano é um universo exclusivo. Um dia li um livro do Augusto Cury e ele falava que se apenas um de nós não existisse o universo já não seria o mesmo, somos peça chave no universo apesar de nossas imperfeições, acredite se quiser, todos nós temos um destino e esse destino é a felicidade, basta confiar em Deus!

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  11. Meu caso é muito complicado pois eu mesmo não me entendo ,resumindo existe um conflito dentro de mim
    na qual não consigo atar novas amizades pois não sou muito de relatar meu cotidiano para qualquer pessoa isto herdei de um socio que tive por dez anos pois era um bipolar entendo que devo mudar
    e o pior é que estas pessoas novas que conheço, se apegam muito a mim e no fundo sinto uma enorme tristesa pois são raras as pessoas em que confio.Gostaria de acreditar nas pessoas atar laços de amizade .pois até no face sinto como peixe fora do aquario não consigo publicar nada pois é como se eu tivesse do outro lado lendo pois para mim quase tudo seria sem sentido .por favor me ajudem!!

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  12. li todo o texto e todos comentários, me identifiquei com quase tudo por aqui pq tbm tenho uma enorme dificuldade em me relacionar. sempre fui tímido, oq sempre atrapalhou muito e agora fico na minha observando as pessoas ao meu redor e percebo muita falcidade e tenho cada vez menos vontade de me relacionar com qualquer um. pra vcs terem noção, hj fui no niver da filha da minha prima e nem pisei do portão pra dentro da casa dela, ja q a festa era na area da frente da casa, nao fui cumprimentar minha tia nem minha prima, fiquei de canto só querendo q tudo acabasse logo (só fui pq tive q levar minha mãe e sobrinhos)... enfim, sei q preciso de ajuda e quem nao sabe como procurar ajuda, é só ir ao psicologo. tbm achei sobre programação neurolinguística(PNL) q tbm ajuda(existem livros sobre o assunto e dizem q ajuda, procure sobre o assunto), só q nao sei se quero ajuda =P
    mas pra quem quer ajuda procure um psicologo ou até msm um psicoterapeuta.
    Boa sorte a todos tímidos e solitários

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  13. Ola, gostei!
    Eu sinto muita dificuldade para me relacionar, pois sou tímida, e minuciosa. Fico preocupada, ansiosa, pensando o que eu vou falar, pensando que tipo de assunto, devo falar,? Nossa me sinto muito mal, muitos me criticam, fala que eu sou sonsa.... me sinto tão mal.

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  14. Sou professora e fico triste ao me deparar com alunos isolados em sala. Ao mesmo tempo que noto que são arredios, tímidos, introvertidos, os seus colegas não se interessam em entrosá-los, relacionando-se com os mesmos. Sempre dou um jeito de favorecer a integração desses jovens, de modo que possam se sentir parte de um grupo. Infelizmente, vejo aqui que há um grande número de jovens com dificuldades de se relacionar socialmente, mais por timidez que por arrogância. Eles gritam por ajuda, mas parece que nós não nos importamos com o sofrimento que essa isolamento tem provocado nos mesmos. Já que se trata de um blog sobre psicologia/psiquiatria, eu pergunto: o que se pode fazer para integrar socialmente essas pessoas?

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    1. Olá Luíra. parabéns por se preocupar com seus alunos. Bem, o isolamento em sala de aula é algo realmente preocupante. Gostaria de conversar mais detidamente com você, pois recentemente fiz alguns trabalhos neste sentido. se houver interesse, por favor me mande um email: mvbotari@gmail.com. Abraços

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  15. Me identifiquei muito com o texto e principalmente com os comentários.Realmente é bastante complicado, pois poucos conseguem nos entender, por isso prefiro me isolar contra a própria vontade, pois lá no fundo sinto falta de relacionamentos.No meu caso, tenho até uma dificuldade pra cativar os amigos, logo que os conheço, começam a chamar pra sair e começo a me sentir inferior às pessoas do meio deles.Uma cobrança extrema de mim mesmo para encontrar assuntos e no fundo, um medo de de outras pessoas, muito complicado.Por isso ás vezes acabo perdendo a oportunidade de construir laços.

    Sinto falta de pessoas que consigam entender o que estou sentindo.Quem quiser add no face, é o mesmo nome do google mais, pois, talvez conversando com quem passa pela mesma dificuldade, encontremos meios de sair dessa.

    Abçs

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  16. Me sinto do mesmo jeito que vcs. Tenho dezessete anos e não tenho amigos, namorado e ninguém me entende. Não tenho ninguém pra conversar e me sinto muito sozinha, mesmo rodeada de pessoas. Preciso de ajuda :'(

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  17. Olá leitores. Pelo visto o tema rendeu. Estou pensando em publicar um livro sobre o assunto, o que vcs acham?

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    1. Por favor, seria muito interessante que a temática tivesse mais enfase social, estou aguardando a publicação.

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  18. Todos os problemas aqui citados, fazem parte do meu problema, ou seja, também sofro da ´´maldita timidez´´...até para digitar as palavras, tive medo de não ser aceito rs. Hoje com 30 anos, melhorei um pouco, acredito que a tendência é melhorar com o passar do tempo. Então, como todos puderam perceber neste post, o problema é nossa própria mente, daí pergunto: como lidar com a nossa própria mente para sermos mais desenvolto, aceito, ter mais amigos, saber expor nossas opiniões em conversas, dançar, iniciar uma conversa, dar risada, ser engraçado?

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  19. Criei um grupo no Facebook Chamado

    "por uma vida social de qualidade"


    https://www.facebook.com/groups/194625690729930/

    Estão todos convidados.

    beijos

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    1. Não consegui acessar o grupo. Pelo link cheguei a uma página inacessível. Pelo nome, na busca, não foi encontrada nenhuma opção. Gostaria de participar...

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    2. Eis o link correto do grupo

      https://www.facebook.com/groups/194625690729930/

      O nome foi alterado: chama-se: "Aprimorando as Habilidades sociais"

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  20. Com 21 anos ainda tenho uma imensa dificuldade de me relacionar no meio social. E quando tento sair para ver se me solto um pouco, acaba sendo sempre uma catástrofe. Eu nunca consigo dizer um "a". Quando alguém me pergunta algo, no geral, as respostas são bem diretas, um balançar da cabeça ou um sorriso forçado . Não consigo dar aberturas, não consigo me expressar. E pra falar bem a verdade, não sei se quero mudar, gosto de ficar na minha.

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  21. Eis o link correto do grupo

    https://www.facebook.com/groups/194625690729930/.

    O nome foi alterado: chama-se: "Aprimorando as Habilidades sociais"

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  22. Tenho 22 anos e nos últimos 7 ou 6 anos tenho gradativamente perdendo minha habilidade em socializar. Sempre fui uma criança tímida, um tímido normal, sentia vergonha em cumprimentar adultos, mas minha interação com as outras crianças se tornava íntima depois de algumas horas de convivência, apesar de inicialmente me sentir retraído. Quando mudei de escola para cursar o ensino médio também não senti grande dificuldade em socializar, como tímido, demorei uns 3 ou 4 meses para consolidar duas amizades na sala, e assim fazer parte de um grupo. Conclui o ensino médio com 5 ou 6 amigos, numa sala de aproximadamente 25-30 alunos. Nessa época também senti a extrema dificuldade em interagir com as meninas, principalmente aquelas que tinham interesse por mim, razão pelo qual tive poucas experiências amorosas na época, pois nunca conseguia chegar em uma garota. Eu até tinha coragem em ir lá e falar, mas o problema é que eu não sabia falar. Depois veio a faculdade, na qual terminei sem fazer um único amigo, tinha duas pessoas com que eu conversava na sala, mas quase sempre era sobre assuntos da faculdade ou de atualidades. Passei os 4 anos com muita pouca interação com as meninas, e nunca toquei em uma, muito menos sair. As pessoas me chamavam para ir nos lugares, mas eu sabia que dentro da sala eu não conhecia manter uma boa conversação, num ambiente mais descontraído com muitas pessoas disputando pela atenção seria um desastre total, no próximo dia eu seria o estranho que foi para o Bar e ficou de bico fechado. Logo, me encontrei naquela situação degradante de ser o único do grupo a não ser convidado para nada, iria dizer não, mas eu queria me socializar se soubesse como. Recentemente fiz um estágio de 4 meses, no qual passei os 4 meses me mantendo - naturalmente - longe das outras pessoas, isso chamou a atenção para mim, e frequentemente era alvo das conversas. Minha supervisora até aconselhou que eu tivesse sessões de terapia, e os colegas faziam perguntas para tentar me entender. Eu sempre respondia de maneira vazia, pois eu também não sabia, se soubesse lutaria para mudar. O estágio passou e mal lembram dos rostos daqueles que trabalharam comigo por 4 meses, isso me deixa triste. Agora me encontro numa situação pior, tenho dificuldade em me relacionar e não consigo emprego, pois meu comportamento anti-social é nítido em minha expressão e fala. Não tenho amigo algum, nunca sai para ir em um show ou balada ou barzinho, e frequentemente passo dias dentro do meu quarto só saindo para urinar ou comer. Estou em estado vegetativo e preciso muito de ajuda, mas tenho medo de parecer fraco e doente. Gostaria de conseguir um emprego logo para que pudesse pagar um psiquiatra ou psicologo por conta sem meus familiares saberem. Também tenho dislalia, falo com muita força e erros algumas palavras, acho que isso também contribuiu para a minha relutância inconsciente em me comunicar. Porém não consigo conversar nem pela internet, quando imagino uma outra pessoa tentando se comunicar comigo meu cérebro congela. Minha vida é uma droga, não aguento mais ser anormal.

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    1. iceman, por gentileza, entre em contato comigo pelo email psiconversa2014@gmail.com

      Gostaria de te passar algumas orientações sobre trabalhos psicoterapêuticos.

      Grata

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  23. iceman, por gentileza, entre em contato comigo pelo email psiconversa2014@gmail.com

    Gostaria de te passar algumas orientações sobre trabalhos psicoterapêuticos.

    Grata

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  25. Meu caso é um pouco diferente. Eu não sou tímida, até consigo fazer amizades. Mas tenho uma dificuldade gigantesca de MANTER relacionamento.

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  26. Meu caso é um pouco diferente. Eu não sou tímida, até consigo fazer amizades. Mas tenho uma dificuldade gigantesca de MANTER relacionamento.
    Desde pequena sofro muito com autoestima, sentimento de inferioridade, sem contar o fato de que sempre me espelhei nos meus pais, e abdiquei de muitos gostos meus para fazer tudo por eles e agradá-los.
    Hoje moro com meu namorado, com o qual estou há 4 anos. Sinto que depois q comecei a namorar a situação piorou. Não tenho mais amigos, se saio, é só com ele e com os amigos dele. Na faculdade não consegui fazer amizades, por não conseguir suportar futilidade, falsidade. fico enojada com tudo isso. para mim é insuportável ficar ouvindo bajulações e auto puxa saco.
    Quando consigo conhecer uma pessoa nova..No começo tudo é gostoso, mas as coisas vão ficando massantes e ai já não tenho nem mais vontade de sair de casa.

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Muito Obrigada por seu comentário!!!!

Tudo de bom pra você